NÃO FALO DE EXTREMOS, APENAS DE ESTADOS DE ALMA.

sábado, 24 de abril de 2010

IARA

Ontem vi na Sic uma reportagem que me tocou particularmente. A história de vida da Iara, que viveu 18 meses de puro sofrimento.
Até que ponto o Homem, e em específico a medicina tem o direito a comandar o destino e a natureza?
É do conhecimento médico que o síndroma com que a Iara nasceu "Síndroma de Charge" dita a sentença de morte à nascença. No entanto a vida dela foi suportada artificialmente durante 18 meses, sem qualquer esperença, pois todos sabiam que a menina não sobreviveria mais do que um ano e meio. Para quê? Causou apenas sofrimento aos pais e em especial à criança.
Os médicos querem manter a vida a qualquer custo. Mas o que lhes confere esse direito?

Falo com conhecimento de causa, pois também eu estou viva devido á medicina, mas a que custo?
Que a passagem da Iara, e de outras crinaças em situações semelhantes, por este mundo não seja em vão.

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